Apresentação


Junto à fronteira, a Noroeste de Salamanca e Sudoeste de Zamora encontra-se o Parque Natural de Arribes del Duero.
O parque engloba 37 munícipios e está localizado do lado espanhol junto ao Douro mais propriamente no troço do rio que faz fronteira com Portugal. É nesse local que o rio forma um vale de escarpas espectulares que assumem o nome de arribas.
Mas por aqui também correm outros rios como o Águeda, Esla, Huebra, Tormes e Uces, todos afluentes do Douro. O Parque é sobretudo conhecido pela sua fauna variada, nomeadamente pelas 200 espécies de aves conhecidas. Aqui se podem avistar grandes aves como o abutre-fouveiro, o abutre-do-egipto, o bufo-real, a águia-real, a águia-de-bonelli, a cegonha negra, o falcão peregrino, a gralha-de-bico-vermelho.

cais de Águeda na fronteira

Em 2015 o Parque das Arribes (do lado espanhol) e o do Douro Internacional (do lado português) receberam pela UNESCO a classificação de reserva da biosfera sob a denominação de Meseta Ibérica, adquirindo assim estatuto de áreas protegidas.

O território acidentado, a sua localização isolada e fronteiriça fazem que a região tenha vindo a lutar com um grave problema de despovoamento. Desde 1996 estima-se que tenha perdido cerca de 40% da sua população.
Com cerca de 1200 habitante o povoamento mais importante é Fermoselle, considerada a capital de Los Arribes e também El Balcón del Duero. A importância desta vila não é apenas econonómica mas também histórica, tendo recebido a classificação de conjunto histórico-artístico desde 1974.

encantadora vila de Fermoselle

As arribas são conhecidas pelos seus inúmeros miradouros, nem todos acessíveis por estrada - aqui uma lista muito completa dos mesmos.

Uma das vistas mais impressionantes é a de Salto de Aldeadávila sobre aquela que é considerada a mais importante baragem de Espanha que produz em média 2100 milhões de kWh por ano. Esta é uma das seis barragens (conhecidas aqui por Saltos) das Arribes.
Também por aqui se podem encontrar várias cascatas, como o impressionante Pozo de Los Humos com uma queda de água de uns 50 metros de altura (apenas acessível por estradão de terra).

vista do Salto de Aldeadávila

É por este cenário transfronteiriço maravilhoso que se propõe um itinerário que atravessa o parque de Sul a Norte. Inicia e termina do lado português em Barca d'Alva sendo o regresso feito por Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e pela maravilhosa N221 cujo parte do seu trajecto ladeia o Douro.
O itinerário é circular pelo que poderá ser iniciado em qualquer ponto e feito nos dois sentidos. O clima aqui é de extremos, muito quente no Verão e muito frio no Inverno. A época que se recomenda será o fim da Primavera de Abril a Junho, uma vez que os rios e ribeiros secam geralmente nos meses quentes e o caudal atinge o seu máximo normalmente em Março.